Apesar do subtítulo (da promessa), nunca tinha escrito sobre música... E começo os trabalhos justamente falando dela, e agora, sobre a falta dela. Amy Winehouse nunca foi para mim tudo aquilo que falavam pejorativamente: louca, drogada, insana... Aquela que eu ouvia (e continuarei a ouvir) não era a sua versão polêmica, mas aquela que cantava e dedicava a música ao pai, que a acompanhava da platéia; a Amy dos 19 anos, que lançou o ótimo "Frank", com as ótimas "Stronger Than Me" e "Funk me pumps"; a Amy que começou a traçar seu destino e assinar sua sentença quando se apaixonou por um indispensável – historicamente – Blake Fielder-Civil, e concebeu a pérola "Back to black" (ou seria, to Blake?).
A Amy de quem eu sou fã não morreu pelos excessos de álcool ou qualquer droga sintética, ela morreu por ser usuária de algo muito mais pesado, de natureza genuinamente orgânica, produzido aqui dentro de nós (de poucos de nós). Ela sofria de uma enfermidade tão ou mais retrô do que o estilo que fazia... Ela morreu, por uma coisinha meio fora de moda, meio incompreensível em tempos de fast love. Morreu de amor, morreu de romantismo. Morreu por ser só emoção, morreu por ainda ser capaz de sentir.
Goodbye, Amy!

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