Porque em tempos de crise mundial ou pessoal, nobre mesmo é economizar, misturar, reaproveitar, reinventar, ser informado e informar. Moda, Cinema, Música e tantas coisinhas mais.
Sabia que mais cedo ou mais tarde, ia me render a essa idéia... Não conseguiria me afastar desse desejo de falar de uma das maiores invenções de todos os tempos, a Austrália (ou melhor, os australianos)... Essa terra tão, tão distante, onde acontece de tudo um pouco, que recebe gente (e cinzas de vulcão) de todo o mundo, tem lá, motivos para se orgulhar...
Finalmente, estreando no Brasil, para aproveitar o embalo do nosso dia dos namorados (que cai em junho por mero acordo comercial), "Blue Valetine", ou para os criativos tradutores, "Namorados para sempre".
1a fase - Eu e os meus preconceitos
Quando começaram a pipocar as primeiras fotos da produção, notícias de suposto envolvimento entre os protagonistas, logo pensei que se tratava de mais uma comédia romântica tolinha.
2a fase - Conformismo
Bom, pelo menos tinha o Ryan Gosling, meu muso; ator luxo favorito; inteligente; perspicaz; perceptivo; atento; econômico; sensível...
3a fase - Indicação ao Oscar
Não que isso seja parâmetro para coisa alguma, mas os dois (Ryan e Michelle) foram indicados. É. Alguma coisa estava diferente.
4a fase - Vi o filme
Vi, para poder fazer sempre a minha campanha para o Oscarito... E Deus, minha língua ainda arde com a queimadura...
Michelle, pause: quando a vi pela primeira vez como Jen em "Dawson's Creek", não gostei, torcia para Joey (Katie Holmes); eram outros tempos, a inocência da infância, identificação com a mocinha hostilizada por seu amado - play: (fiquei órfã de musa, desde que a incompreendida e mal aproveitada Brittany Murphy nos deixou) e, por acaso, revi "Dawson", agora já com 20 e alguns, e minha opinião sobre senhorita Williams mudou completamente. Agora é ela, minha atriz blasé favorita.
Ryan, sonho de consumo desde que me rendi aos apelos e assisti ao "Diário de uma paixão" (eu não lembro de Hércules), destruiu definitivamente meu coração em "A garota ideal". Expressivo, sem ser histriônico; de uma inteligência corporal impressionante; com ares de bad boy anos 50, mas no fundo, no fundo, bom moço. Tão maduro em entrevistas, tão feliz em suas escolhas, tão bom cantor, tão completo, que chega a parecer irreal...
Vamos aos fatos:
"Namorados para sempre" narra a história do casal Dean e Cindy. Ele, aquele que ninguém quer encontrar pela frente, porque certamente cairá em desgraça. A mais materialista das mulheres não resistiria ao tipo certo de cara errado, o anti-herói carismático que faz com que todos se apaixonem e torçam por ele. Ela, a jovem meio destrambelhada, porra louca, mas com potencial e grandes sonhos, que recebe uma rasteira da vida e é resgatada por esse "zé ninguém".
Intercalando presente e passado, o filme rememora o encantamento e a beleza dos primeiros dias, e nos joga friamente no "depois". Um roteiro que tem como foco justamente o que muitos ignoram, o pós-felizes para sempre. Uma história real cujo valor está justamente na simplicidade, em mostrar como as pessoas mudam ao longo dos anos, e como o amor muda com elas.
Você vai gostar: Hoje em dia, não é mais costume dos homens assumir responsabilidades (caiu em desuso) - mais uma para colocar na conta da revolução sexual. Pois é, Dean é adepto da old school.
Obs.: Michelle merecia mais a estatueta do que a Natalie Portman. Pronto falei!
A mistura de tons ficou bem legal, valorizou a peça.
Nica Kessler
(inspirou-se no mar, sem se render ao caminho mais fácil, ao lugar comum)
Cantão
(Só esses, pq já cansei das estampas "étnicas")
Ausländer
(Onde o trema ainda tem vez)
O claro-escuro que deu certo; a leveza do verão; o peso do rock, dos gladiadores; o toque feminino no look dos rapazes; e a incorporação de elementos bem masculinos ao guarda-roupas delas.
Eles fazem de propósito, só pode ser! Não que nós sejamos consumistas, mas como resistir às maravilhosas box bags? A Fendi inspirou-se em sua conterrânea, a atriz Silvana Mangano, para dar vida a sua it bag; a Céline foi mais uma que resolveu reviver os anos 50, e lançar seu modelo.
Silvana - Fendi - US$ 1800
Céline - um pouquinho mais de US$ 2000 (barbaridade)!
Tenho que me segurar, pois estou quase postando todos os looks da Coven (a que mais gostei)... Fazendo o que YSL ensinou, roupas que deixam a mulher bonita. Nada de superestruturas, geométricas, Art Déco, que só assentam mesmo no corpitcho privilegiado das modelos (sem recalque). A Coven, indiana, recorreu aos bordados, sinalizando que você pode brilhar, e ainda assim, fazer a fina!.
Vestidinho preto, special!
OBS.: Desfile da Coca Cola ponto alto: Olivia Palermo. Tudo bem... mas queremos mesmo é a Alexaaaa Chung!